
Histórico
Em 2003 foi dado início ao processo de articulação da população local, acompanhados por atividades de educação ambiental, em especial através do primeiro curso referente à implantação da APA, voltado para a população local, que teve 6 meses de duração e formou 27 pessoas. Em 2005, no mês de Junho foi formada uma nova turma para realização do curso, objetivando atingir maior parcela da comunidade.
Em 06/04/2004, aconteceu o 1º Encontro da APA Bororé, no CEU Cidade Dutra, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil. No final de julho/2004,o CADES aprovou a proposta de criação da APA Bororé-Itaim, juntamente com a minuta do Projeto de Lei, e em novembro do mesmo ano foi encaminhado à ATL e posteriormente à Câmara Municipal, através do PL nº 384/2004.
Com a mudança da gestão em 2005, o executivo foi consultado sobre a pertinência de continuidade da proposta e em janeiro foi o PL foi re-encaminhado à Câmara para aprovação.
Em 13/04/05, foi solicitada pelo Exmo Sr. Prefeito a aprovação em caráter de urgência, no prazo de 30 dias. No mesmo mês foi realizada vigília na Câmara Municipal com participação de representantes desta Pasta e de entidades civis, incluindo associações de moradores locais e ONGs ambientalistas.
Finalmente, em 24 de maio de 2006, a Lei nº 13.162, foi sancionada pelo Prefeito.
A posse do Conselho Gestor, composto paritariamente entre o poder público e a sociedade civil, aconteceu em setembro do mesmo ano.
Caracterização Geral
A Área de Proteção Ambiental Municipal do Bororé-Colônia foi criada pela Lei nº 14.162, de 24 de maio de 2006 e está localizada no extremo sul do município e abrange porções das Subprefeituras da Capela do Socorro (Bairros do Bororé e parte do Varginha) e de Parelheiros (Bairro da Colônia Paulista e Itaim).
Em seus 90 km², ainda predominam características tipicamente rurais, com a presença de sítios e chácaras, além de áreas recobertas por vegetação nativa (mata atlântica) e reflorestamento (pinnus e eucalipto).
Estima-se que na área da APA vivam cerca de 40 mil habitantes, alguns deles em situação precária, ocupando loteamentos irregulares. Seus objetivos principais são:
1.A proteção da Represa Billings, inclusive no que se refere ao Braço Taquacetuba, aonde a SABESP capta água para o abastecimento da Capital;
2.A proteção da Península do Bororé, visando a manutenção de suas características rurais;
3.A proteção da fauna e flora remanescente;
4.As cabeceiras dos Ribeirões Bororé e Taquacetuba;
5.Promover a melhoria da qualidade de vida da população local, através de alternativas econômica e ambientalmente sustentáveis;
6.Proteger o Patrimônio Histórico e Cultural da área, representada pela relevância da Colônia Paulista – antiga Colônia Alemã – 1ª iniciativa de colonização de imigrantes no Brasil;
7.Impedir o avanço da expansão urbana na Área de Proteção aos Mananciais e servir como área tampão entre a mancha urbana e a já implantada APA Municipal Capivari-Monos.